Estatuto profissional para<br>os bailarinos
O PCP defende que os bailarinos profissionais da Companhia Nacional de Bailado (CNB) tenham um estatuto profissional próprio que, como se lê num comunicado do Sub-Sector das Artes Plásticas da Organização Regional de Lisboa, «reconheça as particularidades da sua profissão», marcada por um grande desgaste físico e pela forte possibilidade de se contrair lesões.
Denunciando as promessas que surgem em cada legislatura, e que em pouco ou nada se concretizam, os comunistas realçam que a «proposta» de estatuto da Secretaria de Estado da Cultura não só foi apresentada à Comissão de Trabalhadores da CNB de modo unilateral como não respondia às necessidades dos bailarinos. «Não fora a luta e a união dos bailarinos», e a greve que chegou a estar marcada para os primeiros dias do mês de Julho, e ela teria sido apresentada e aprovada pela maioria PSD-CDS, garante o Partido.
Na proposta de Estatuto que por seu lado apresentou, o PCP defende o enquadramento destes profissionais num regime de Segurança Social que lhes permita «não só poder reformar-se aos 45 anos, com uma pensão justa», tal como a possibilidade de acederem à reforma após 25 anos de descontos. O Partido propõe ainda a criação de um regime semelhante ao de «atleta de alto rendimento», que permitiria uma maior protecção em caso de acidente.